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As Férias do Primo, Parte 2: A Baía da Traição
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As Férias do Primo, Parte 2: A Baía da Traição
7 de fevereiro de 2009, 10:10
Não, o título não é frase de efeito. O lugar pra onde a gente foi REALMENTE se chama “Baía da Traição”.
Segundo a Wikipedia, o nome do lugar é por conta de um episódio ocorrido em 1625, quando uma esquada holandesa atracou na baía e foi amistosamente recebida pelos índios Potiguaras… que logo em seguida foram massacrados pelos holandeses. Mas a história que nos contaram na cidade é que foram os índios que traíram os holandeses.
Bem, de qualquer forma nossa preocupação não eram os banhos de sangue, e sim o banho de mar. E que mar!
O mar é sossegado e tem um belo esverdeado claro, e a praia é muito, muito tranquila. Esqueça os farofeiros e os vendedores de quinquilharia e guloseimas: você vê no máximo um ou outro quiosque espalhado pela orla e pouca gente. Pra nós, que queríamos sossego, era um prato cheio.
Se você sair da praia e atravessar as casas e pousadas na beirada da areia, encontra a cidade. Bem, na verdade encontra umas casas em volta de uma avenida que percorre a Baía de ponta a ponta.
O clima é de cidadezinha do interior, com as famílias sentadas nas varandas das casas pra “ver o movimento” – que era praticamente inexistente após as 8 da noite. Eu e Bethania saíamos pra jantar e todo mundo olhava pra gente como se fôssemos alienígenas andando na rua àquela hora.
Nestas caminhadas conhecemos o mercadinho central (saca o slogan)…
…depois vimos o “complexo administrativo” da cidade, com a prefeitura e suas várias secretarias municipais. Na foto abaixo, a secretaria de turismo e a delegacia, com toda a sua frota de viaturas estacionada na porta
Outra coisa que tem bastante na Baía são lan houses. Aparentemente a molecada adora ficar no Orkut e no MSN, já que contei umas quatro ou cinco só na avenida principal. Uma delas tinha os cartazes abaixo, feitos por um designer que domina a técnica do Word Art.
Eu demorei pra entender o que ele queria dizer com “Célula MP3”. Já o “carbo USB” e o “blutoof” foi mais fácil de entender.
Além da internet, outra coisa que parecia estar na moda na Baía da Traição era o carro com portamala aberto e som alto. O pior é que parecia que apenas UMA MÚSICA estava na moda, então os carros tocavam TODOS A MESMA COISA. E essa “mesma coisa” era um CD mixado por um tal DJ Marcílio que continha:
Uma música chamada “Mão na cabeça”, consistindo basicamente da frase “mão na cabeça” repetindo até cansar.
Outras músicas IDÊNTICAS ao “Mão na cabeça” mas com apenas uma mudança na frase que repete até cansar. Algumas vezes era “boquete, boquete” e por aí vai.
Era surreal ver a família toda reunida na porta de casa, com a vovó na cadeira de balanço e tudo, e logo ao lado o carro estacionado, portamalas aberto, berrando no último volume: “É O BOQUEEETE BOQUEEETE BOQUEEETE BOQUEEETE”…
Mas o melhor da cidade era a nossa pousada. Ela era tão boa que ganhou um post só pra ela, aí embaixo…
Categorias: Viagens | 2 comentários »
As Férias do Primo, Parte 2-B: A Pousada
7 de fevereiro de 2009, 10:08
Com toda certeza, a grande responsável pelo sucesso das nossas férias foi a Pousada Chez Roni, que nos acomodou durante a nossa visida à Baía da Traição.
Saca só o nível do lugar. Parece, sei lá, o Marrocos ou a Grécia – mas é ali na Paraíba mesmo!
O lugar é bem simples. Não espere TV, frigobar ou telefone no quarto (internet nos quartos – realmente essencial – eles já estão providenciando). Mesmo porque não faz sentido encher o quarto com um monte de coisas para te manter dentro dele quando logo ali, do lado de fora, na cara da sua janela, tem a praia e o mar.
Junto com a simplicidade vem também o bom atendimento. O pessoal não mede esforços para que você se sinta à vontade. Você é bem tratado não por que está pagando: na verdade você é muito bem tratado porque o pessoal gosta de ser hospitaleiro. Tanto que nos últimos dias da nossa estadia vimos um casal de italianos de saída da pousada e a filhinha deles chorando porque não queria ir embora. E o pessoal da pousada chorava junto…
Um detalhe interessante é que a pousada é bastante frequentada por gringos, especialmente franceses. O site é bilíngue, o dono é francês e a sócia dele mora metade do ano na pousada e metade do ano na França, com o marido. Vidinha ruim, imagino…
A pousada oferece meia pensão ou pensão completa. Mesmo que você não queira pagar a mais, reserve um ou dois dias para almoçar e/ou jantar na pousada porque, além de tudo, a comida é uma delícia.
Então já sabe: se um dia você for parar na Baía da Traição, saiba que a Chez Roni é très bien e fortemente recomendada.
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